terça-feira, 28 de setembro de 2010

Quietude


Houve o murmúrio de uma brisa suave... E uma voz lhe perguntou: O que você está fazendo aqui, Elias? (1 Rs 19.13)
Às vezes acordamos com uma sensação diferente, que não conseguimos explicar. Sentimos necessidade de não ver ninguém e de ficar distantes do barulho. Será que isto é depressão ou falta de fé? Se examinar-mos os heróis da Bíblia, constataremos que na maioria foram pessoas que viveram em dificuldades, com poucas chances de acordar plenamente alegres pela manhã.
Acordar com vontade de ter silêncio e sossego é perfeitamente natural! Não é falta de fé! O lado positivo dessas ocasiões é que são momentos excelentes para examinar a própria vida na quietude e com a palavra de Deus. Avaliar os planos, os objetivos e a realização dos compromissos assumidos com Deus e os irmãos da fé. Quem aproveita os momentos de silêncio com esta prática, torna-se um cristão maduro, mais capaz de fazer escolhas e tomar decisões sóbrias. Descobre coisas novas na Palavra de Deus, pois a sensibilidade do dia torna a pessoa mais atenta a detalhes importantes que, em outra oportunidade, não perceberia.
Não é falta de fé porque algumas vezes Deus mesmo proporciona esta quietude para falar mais intimidade conosco. Essa vontade de isolar-se só requer maior atenção se for constante ou se for uma tentativa de escapar de situações difíceis ou de fugir do contato com pessoas com as quais se tem dificuldades. Verifique principalmente se não é culpa por trabalhos não executados, por desacordo com quem se convive; por pequenos atos executados, por pequenos atos desonestos que quebram a comunhão com Deus ou por envolvimento com pessoas inadequadas. E, por último, se esse estado tem sido feqüente, considere a necessidade de uma ajuda médica.
Se há paz com Deus, paz com Sua Palavra, com o Senhor Jesus, com os irmãos e o próximo, aproveite o tempo de silêncio. Não é depressão nem falta de fé, mas uma oportunidade para ouvir Deus e a si mesmo.
Na quietude e no silêncio é que podemos melhor ouvir a Deus.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

RELIGIOSO ?

Veja como é grande o amor que o Pai nos concedeu: sermos chamados filhos de Deus, o que de fato somos! ... (1 Jo 3.1)
Você é religioso ou filho de Deus? Como descobrir o que você é de fato? Se você vai todos os domingos a um encontro religioso, não importa o local ou a igreja onde você vai, mas se você é fiel a esses encontros todos os domingos, ou mesmo a um encontro religioso durante a semana; se você tem uma bíblia aberta em cima da mesa da sala ou fechada na estante, ou a carrega para lá e para cá; se você sabe cantar, músicas cristãs; se você ora, se você cumpre todo um catálogo de rituais e regras e além disso leva uma vida decente – mesmo com tudo isso você pode ser apenas religioso e não filho de Deus.
Essas coisas que eu mencionei são importantíssimas, mas só tem valor a partir do momento em que você é filho de Deus. E como o ser humano se torna filho de Deus? A Bíblia, que é a palavra de Deus, deixa isso bem claro no Evangelho de João (1:12): “Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus...” Aqui o evangelista João explica que quem crê em Jesus Cristo e o recebeu, ou seja, assumiu um compromisso sério com Ele, este é filho de Deus.
O que você é – filho de Deus ou simplesmente religioso? Não caia naquela teoria dos que dizem que todos são filhos de Deus, pois pelo que você acabou de ver pela Bíblia, só são filhos de Deus aqueles que se comprometeram seriamente com Jesus Cristo.
Não seja apenas religioso: seja filho de Deus.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

As aves e os lírios

Não se preocupem, dizendo: ‘Que vamos comer... Beber... Vestir? (Mt 6.31)
Jesus está ensinando a multidão que o cerca, procurando demonstrar que não há motivo para preocupação quando se tem confiança no Pai Celestial, que preserva e alimenta o ser humano que nele confia. Na verdade a ansiedade faz parte da vida e é causa ou conseqüência da perda de paz que o homem comum experimenta.
Jesus conhecia o espírito daqueles que o acompanhavam, muitos dos quais o seguiam pelo “pão que perece”. Para todos, os ensinos de Cristo, era um verdadeiro bálsamo que trazia alívio para a alma aflita, preocupada com a satisfação das necessidades mínimas de comida e vestuário. Disse Jesus: “Não se preocupem com sua própria vida” (Mt 6.25). Sabemos das dificuldades pelas quais o cidadão comum passa: arrumar ou manter o emprego, conseguir recursos para saldar os compromissos, esforçar-se para assegurar o padrão de vida a que está acostumado e, a maior de todas, prover o pão e satisfazer as necessidades mínimas, próprias e da família. Usando a natureza, Jesus mostrou aos seus ouvintes não só a suficiência das aves do céu, que não plantam e nem colhem e são alimentadas pelo Pai Celeste, como também a exuberância e a beleza dos lírios do campo, vestidos como resplendor que superava a glória do rei Salomão.
A melhor maneira de combater a preocupação não é procurando especialistas na
área, mas buscando segurança em quem tem poder e autoridade, recursos e solução para que a preocupação seja afastada: Deus. Então, sim, eu, você, todos nós, teremos acesso à tranqüilidade e à paz que as aves do céu e os lírios do campo conhecem e que está reservada a quantos confiam no Criador e dele dependem.
A confiança em Deus afasta a preocupação e a incerteza.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Realismo cristão

Fixamos os olhos não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno (2Co 4.18).
Os testemunhos cristãos falam muito de enfermidades, dificuldades ou tribulações. Ou então de vitórias, libertações ou grandes milagres. Esses testemunhos revelam três tipos de cristãos: o pessimista, que acha que Deus poderia fazer algo melhor para ele, que as crises normais da vida são fracassos ou perseguição do diabo; enfim, que na sua vida cristã não tem nada de suave e leve (Mt 11.30).
O segundo é o otimista, que acredita que tudo vai ser resolvido por milagre; aliás, ele vive de milagres. Nessa confiança, alguns passam cheque sem fundos crendo que Deus providenciará o dinheiro.
O terceiro, que passa quase despercebido, é o realista. Ele tem consciência de que até na simplicidade pode louvar a Deus. Foge das tentações porque sabe que sua natureza humana não oferece resistência (1Co 6.18). Entende que a violência e a injustiça poderão atingi-lo, que a prosperidade não oferece a felicidade que se apregoa e também ele está sujeito a problemas de saúde.
Todavia, o cristão realista se alegra porque possui bens celestiais que nada têm a ver com este mundo (Jo 14.1-4). E, mesmo que seus problemas não tenham a solução desejada, ele ainda se alegra porque "em todas essas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou" (Rm 8.37). Atribulado, perplexo, perseguido e abatido, pela fé em Jesus o cristão realista não vive angustiado, desanimado, pois sabe que não está desamparado e nem será destruído. Ele vive como vitorioso em meio às dificuldades porque Jesus lhe disse: "Eu sempre estarei com vocês, até o fim dos tempos" (Mt 28.20). A expectativa de Deus é que você seja um cristão realista para a glória do Senhor Jesus Cristo.
Entre pessimismo e otimismo, o melhor é depender da bondade de Deus.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O Caminho


Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus (1Tm 2.5).
Para que serve um caminho? Serve para caminhar, passear, correr, mas o que não podemos esquecer é que um caminho existe principalmente para nos levar a um determinado lugar. Vamos usar o exemplo de uma viagem. Quando pretendemos viajar, em primeiro lugar determinamos onde queremos ir. Em segundo lugar vamos escolher o caminho pelo qual iremos, e este, uma vez escolhido, serve para alcançarmos o nosso objetivo.
Se sairmos pelas ruas perguntando se as pessoas querem ir para o céu ou para o inferno, teremos uma resposta óbvia - "eu quero ir para o céu". Se, então, perguntamos como se faz para chegar lá, as respostas serão bem variadas: "é preciso ser religioso", "é preciso guardar os 10 mandamentos", "é preciso fazer boas obras", "é preciso ser bonzinho", "é preciso tratar bem aos outros" e por aí viriam outras respostas.
Mas a única resposta certa é: Jesus Cristo. Não importa o nome da igreja à qual você pertence, não importam as coisas acima mencionadas. Aquelas outras coisas de fato fazem parte da vida cristã, e eu não tenho nada contra que sejam praticadas, eu também as pratico. É preciso, porém, que fique bem claro que o único meio de chegar ao céu é Jesus Cristo. O Evangelho de João (14.6), onde Jesus afirma que Ele é o caminho para se chegar Deus, não deixa dúvidas a respeito. Não existe atalho, não existe caminho melhor. Jesus é o único meio de chegarmos a Deus.
Você quer ir para o céu? Então faça o que é necessário: receba a Jesus Cristo como Salvador e Senhor da sua vida. Creia nele. Torne-se alguém que segue o que ele disse. Somente Ele lhe dá a vida eterna ao lado de Deus Pai.
Jesus, o único caminho para o Pai.

sábado, 4 de setembro de 2010

Ouvir e entender


Pus minhas palavras em sua boca e o cobri com a sombra da minha mão (Is 51.16).
A professora de uma classe de crianças de três a cinco anos repreendia seus dez alunos. Haviam jogado tinta um no outro. As crianças estavam quietas, com olhos bem abertos e ouvindo com cara de medo. Finalizando a "bronca", a professora disse: vocês ouviram? Alguém quer perguntar alguma coisa? Um garotinho de quatro anos levantou a mão. Toda classe olhou para ele. A professora disse: - Fale! Ele perguntou: - É verdade que se a gente parar de respirar a gente morre?! A classe virou-se imediatamente para a professora esperando a resposta. Ela pôs as duas mãos no rosto bastante desanimada. Esse comportamento engraçado é próprio das crianças desta idade, até mesmo porque a pergunta dessa criança se tornou importante para todas as outras! Se Deus falasse conosco abordando as coisas eternas e celestiais sem considerar nosso nível de entendimento, nos comportaríamos como essas crianças! Para que as verdades celestiais possam permanecer na mente e alojar-se no coração, Deus enviou Jesus Cristo. Ele encarnou, tornou-se semelhante a nós, foi limitado pela carne como nós o somos e contou-nos as verdades do Pai de maneira compreensível para nós.
O poder da mensagem de Jesus é tal que, se alguém ouvi-lo como uma criança - considerando suas respostas como verdades absolutas e crendo nelas - será salvo. O profeta Isaías disse, visualizando o poder das palavras de Jesus: "A sua boca é uma espada afiada" (49.2)
Quem ouvir e entender as palavras de Jesus deve abrir-se para ele como uma criança se abre para aquele que a ama e em quem confia. Você não precisa ocultar-se, temendo revelar ignorância sobre Deus, o Pai. Deus conhece você muito mais do que você se conhece. Deus, o Pai, lhe dará a revelação das verdades eternas e segundo seu entendimento e suas necessidades pessoais.
O Senhor Jesus veio falar-nos do Pai e das boas novas da salvação de maneira que pudéssemos entender.