terça-feira, 14 de setembro de 2010

Realismo cristão

Fixamos os olhos não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno (2Co 4.18).
Os testemunhos cristãos falam muito de enfermidades, dificuldades ou tribulações. Ou então de vitórias, libertações ou grandes milagres. Esses testemunhos revelam três tipos de cristãos: o pessimista, que acha que Deus poderia fazer algo melhor para ele, que as crises normais da vida são fracassos ou perseguição do diabo; enfim, que na sua vida cristã não tem nada de suave e leve (Mt 11.30).
O segundo é o otimista, que acredita que tudo vai ser resolvido por milagre; aliás, ele vive de milagres. Nessa confiança, alguns passam cheque sem fundos crendo que Deus providenciará o dinheiro.
O terceiro, que passa quase despercebido, é o realista. Ele tem consciência de que até na simplicidade pode louvar a Deus. Foge das tentações porque sabe que sua natureza humana não oferece resistência (1Co 6.18). Entende que a violência e a injustiça poderão atingi-lo, que a prosperidade não oferece a felicidade que se apregoa e também ele está sujeito a problemas de saúde.
Todavia, o cristão realista se alegra porque possui bens celestiais que nada têm a ver com este mundo (Jo 14.1-4). E, mesmo que seus problemas não tenham a solução desejada, ele ainda se alegra porque "em todas essas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou" (Rm 8.37). Atribulado, perplexo, perseguido e abatido, pela fé em Jesus o cristão realista não vive angustiado, desanimado, pois sabe que não está desamparado e nem será destruído. Ele vive como vitorioso em meio às dificuldades porque Jesus lhe disse: "Eu sempre estarei com vocês, até o fim dos tempos" (Mt 28.20). A expectativa de Deus é que você seja um cristão realista para a glória do Senhor Jesus Cristo.
Entre pessimismo e otimismo, o melhor é depender da bondade de Deus.

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